
O período eleitoral é o momento que o político tem para fazer a propaganda eleitoral. Já ao assumir um cargo político, a estratégia muda. Neste momento, o governante deve fazer a comunicação governamental, que é bem diferente da propaganda.
Se o governante faz propaganda eleitoral, ao invés de fazer a comunicação governamental, a população começa a olhar para ele com desconfiança. Quando a dose de marketing é exagerada, o político vira “politiqueiro” na percepção do eleitorado e isso pode prejudicar a sua imagem.
Ainda durante a campanha eleitoral, a propaganda também pode se tornar ‘exagerada’. Algumas vezes, o tempo elevado de TV pode ser mais prejudicial, mais desastroso do que benéfico, caso o marketing eleitoral não saiba exatamente o que fazer com aquele tempo. O grande segredo está na comunicação adequada, ou seja, ao falar aquilo que o eleitor quer ouvir. Isso ajuda a explicar o porquê o então candidato a presidência Jair Bolsonaro, mesmo com pouquíssimo tempo de TV na campanha de 2018, acabou conquistando mais eleitores.
Esse mesmo efeito negativo também pode acontecer nas redes sociais. O que de fato conquista o eleitor não é a presença em si do candidato na internet, mas sim o que ele faz lá. Se o candidato é inconveniente e não consegue passar confiança ao eleitor, ele pode até perder votos.
Outro cuidado que deve ser tomado pelos políticos e governantes é com a exposição midiática. Após o início da CPI da Covid, por exemplo, as avaliações que fizemos pelo Brasil já demonstram um número maior de eleitores olhando para o governo federal de forma diferente, mais crítica, exceto o eleitorado mais fiel ao presidente, que ainda o segue por ideologia. Embora, em contrapartida, existam também os defensores do governo dentro da própria CPI.
O efeito midiático da CPI da Covid tem sido fantástico, com uma audiência incrível. E isso influencia diretamente na imagem, não apenas a do presidente, como também a de outros governantes e políticos que sejam impactados por ela.
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