Análise da corrida eleitoral para o Governo de São Paulo

Para falar sobre a próxima eleição para o governo do Estado de São Paulo é preciso saber, em primeiro lugar, se o governador João Doria será candidato a presidente ou à reeleição para governador. Não há essa definição, embora seja possível perceber seu claro interesse pela presidência da República. Por outro lado, não sabemos se ele correria o risco de tentar uma candidatura à presidência sem ter a segurança de que ele tenha votos suficientes para, ao menos, chegar ao segundo turno.

A principal questão em que Doria tem se apegado é em relação à vacinação. Se a vacina realmente conseguir resolver a pandemia no Brasil, existe uma possibilidade de ele se colocar como o ‘salvador da Pátria”, como o político que brigou para trazer a vacina. Isso pode fortalecê-lo.

Já o atual vice-governador Rodrigo Garcia tem a situação parecida com o ex-governador Márcio França na eleição passada. Embora neste momento ele não esteja aparecendo bem nas pesquisas, seu nome ainda não foi propagado. Em 2018, França também não tinha o nome propagado em certo momento, mas perdeu por pouco a eleição para Doria, pois tinha grupo político, assim como é o caso de Garcia, que não é conhecido do eleitor, mas é conhecido pelos políticos. Numa campanha estadual, não é Garcia que pediria votos diretamente para a população do interior, mas sim o prefeito de uma cidade bem avaliada que pedirá os votos para seus munícipes. Quando começa a campanha, o nome ganha corpo.

Outra opção é o ex-governador Geraldo Alckmin, que vem liderando as últimas pesquisas e é um nome forte para 2022. Por outro lado, o PSDB também tem força no Estado de São Paulo e será que com sua iminente saída do partido, Alckmin irá encontrar apoio político, principalmente no interior, para que seja fortalecida a sua campanha? Em 2018, ele foi candidato a presidente pelo PSDB e não teve apoio popular. E para a campanha governamental, será que ele terá o apoio de correligionários, de grupos políticos? Considerando a força do ex-governador, a dúvida é, quem irá concorrer com ele na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes?

Uma outra briga interessante é entre Fernando Haddad e Guilherme Boulos. Há pesquisas em que, por exemplo, o petista quase empata com Geraldo Alckmin. Entretanto, quando há a presença de Boulous na pesquisa, os votos de esquerda são divididos e Haddad cai para o terceiro lugar.

Quem trabalha com a comunicação política e com o marketing político sabe que, neste momento, é muito importante a avaliação qualitativa. Os números, agora, não têm importância, mas sim o perfil do candidato. Esse perfil se enquadra naquele desejo que o eleitor tem?  Se o candidato começar a construir esse perfil, dentro daquele desejo, daquela expectativa, se ele for conhecido – pois ninguém vota em quem não conhece – há grandes chances de conquistar o voto dos eleitores.

E você, o que pensa sobre a próxima eleição para o governo do Estado de São Paulo?

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