
Assim como em 2018, é possível prever uma eleição novamente polarizada entre os extremistas de direita e os de esquerda. Essa é uma grande tendência, ao contrário da eleição municipal passada, de 2020, quando não houve tantas discussões extremistas e acabou sendo mais pacífica.
A briga ideológica causa a impressão de que está todo mundo envolvido, entretanto a realidade é bastante diferente. Há estudos que apontam que os extremos de direita e de esquerda atingem, cada um, de 10 a 15% dos eleitores. Muitas das pessoas envolvidas em brigas ideológicas costumam ser tão turbulentas e barulhentas, que a impressão é de que elas compõem a maioria da população. Na realidade, 70% dos eleitores são mais acomodados, dos quais 50% sequer querem ouvir falar de política.
No Brasil, a política é vista de forma negativa. Para metade da população brasileira, a política é algo que vai corromper alguém e, com isso, essas pessoas preferem se afastar e ficam esperando o que vai acontecer para ver para onde pendem. Em paralelo, até existem aqueles candidatos que conseguem agregar mais pessoas com seus discursos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas duas vitórias eleitorais, assim como aconteceu com o presidente Jair Bolsonaro, na última eleição, em 2018.
E por que as pessoas acreditam em um “salvador da pátria”?
O candidato constrói essa imagem durante os anos que antecedem a eleição. No caso de Bolsonaro, por exemplo, quando ninguém dava atenção, ele começou a visitar os programas de televisão – tornando-se até, por muitos, motivo de chacota – para fazer a sua comunicação, para se tornar conhecido. A dois anos das eleições, praticamente todo mundo já o conhecia. O grande erro de muitos candidatos fazer o contrário, ou seja, deixar para se apresentar à população apenas ‘na última hora’.
Neste ponto, também é preciso distinguir o marketing político e o marketing eleitoral. Enquanto o marketing eleitoral se dá no período eleitoral, o marketing político faz parte da vida do candidato como um todo. Apesar disso, há candidatos que pensam que o marketing político deve ser feito somente durante o período eleitoral, que é onde acabam tendo mais dificuldades.
Portanto, a comunicação adequada para convencer os eleitores de que você é a melhor opção para aquilo que eles desejam precisa ser feita bem antes do período eleitoral, lembrando que 83% dos eleitores votam por esperança, por expectativa; enquanto apenas 17% votam por gratidão.
Geralmente, o que mais interfere em uma eleição presidencial é a economia. Nos momentos em que houve uma economia mais fortalecida no Brasil, os candidatos se reelegeram ou conseguiram fazer um sucessor. Já quando a economia esteve mais fragilizada, os candidatos não se reelegeram ou não fizeram o sucessor.
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