No próximo ano haverá eleições novamente. E para onde devem pender os eleitores: direita, esquerda ou centro?

As eleições de 2022 vão eleger deputados estaduais e federais, senadores, governadores e o presidente da República. Diversas pesquisas já estão sendo divulgadas e a cada novo índice publicado, os eleitores ficam alvoroçados. Mas, afinal, dá para confiar em pesquisa eleitoral?
A resposta é: claro que sim! Embora os índices, muitas vezes, não refletem o que um grupo específico de pessoas pensam, é necessário entender duas questões básicas: saber que o eleitor conhece mais pessoas que tenham pensamentos parecidos e que a pesquisa eleitoral não prevê o resultado, mas sim faz o diagnóstico do momento.
Em primeiro lugar, cada pessoa tem a tendência de estar cada vez mais próximo e a se relacionar mais com pessoas que tenham hábitos e pensamentos parecidos, como por exemplo um grupo de militares, professores, pescadores, metalúrgicos, etc. Então, é por isso que existe uma impressão de que este grupo ao qual estamos inseridos pensa da mesma forma que a maioria das pessoas. Porém, a pesquisa reflete a opinião de toda a população de um determinado País, Estado ou município com a distribuição demográfica feita de forma proporcional, ou seja, com bastante representatividade.
O segundo ponto para se entender é que uma pesquisa de intenção de votos reflete o momento em que ela é realizada. Em outras palavras, é uma ‘fotografia’ daquele momento. A pesquisa é um diagnóstico, e não um prognóstico. A um ano das eleições, não há sequer 30% de eleitores com voto definido, pois tudo depende dos acontecimentos que antecederão o pleito e das campanhas eleitorais de cada um dos candidatos, dos seus discursos e da forma que eles irão trabalhar.
Entretanto, há uma informação que ninguém ainda se atentou. Geralmente há, no máximo, 30% dos eleitores que votam por ideologia. Apesar de haver no máximo 15% de eleitores da esquerda e 15% da direita, ou seja, um total de 30% mais radical e atuante, ainda assim há a impressão que mais da metade da população já tenha decidido o voto, quando na realidade 70% da população não está envolvida com política ou eleições e, consequentemente, está indecisa. Em contrapartida, dentro desses 70%, 20% devem votar em branco, nulo ou nem comparecer às urnas. Assim, restarão 50% dos eleitores e são eles que decidirão as eleições. E esses eleitores? Vão aceitar o discurso de esquerda, da direita ou vão procurar um candidato de centro para representá-los?
E você, neste momento, está propenso a votar num candidato que represente a direita, a esquerda ou está esperando um candidato que seja menos radical e mais de centro?
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