O que pesa mais para o eleitor na hora do voto?

O voto é influenciado por três fatores distintos: eleitoral, político e ideológico. O componente eleitoral representa o esforço concentrado na conquista do eleitor, pois é o que mais o influencia, podendo atingir 70% da intenção de votos. Este é o campo de atuação do marketing político.

Já o fator político é consolidado através do contato direto entre candidato e eleitor. Em cidades pequenas, chega a significar até 75% da motivação de votos.

O fator ideológico, por sua vez, é oriundo da ideologia propriamente dita. Embora esteja em alta neste momento, estando presente nos discursos de direita e esquerda, alcança em média somente de 10 a 20% do eleitorado.

Além disso, há três leis acerca do posicionamento do eleitor: lei da indiferença, lei da procrastinação e lei da efemeridade. A lei da indiferença é aquela em que o eleitor só vota porque é obrigado. Dessa forma, este eleitor vai votar em quem lembrar primeiro ou fará um ‘voto de protesto’. São esses os alvos das personalidades famosas, celebridades que se candidatam.

Também há a lei da procrastinação, que ocorre quando o eleitor adia o máximo possível para decidir seu voto. Nas eleições proporcionais, esse índice é alto, a ponto de metade do eleitorado não ter definido o voto a uma ou duas semanas das eleições. Em eleições majoritárias, a incidência é menor, de 15% em alguns casos.

Por fim, a lei da efemeridade é aquela em que a decisão do voto está ligada ao assunto de maior impacto do período eleitoral, como por exemplo, corrupção, segurança, saúde.

A decisão do voto passa mais pela emoção do que pela razão, em cerca de 80% dos casos. Até existe um processo de racionalização, mas a maioria dos eleitores se sentem mais motivados quando há uma proposta, um partido ou um candidato mais simpático.

Outro aspecto importante é falar aquilo que o eleitor quer ouvir. Se um candidato falar sobre um assunto de interesse do eleitor, ganhará sua confiança e credibilidade. 

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